18 de maio de 2013

Redação_ENEM


Algumas informações  importantes em relação à redação no ENEM, conforme  “Guia do Participante 2012”.
Competências avaliadas
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento, para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Ao escrever a redação o autor  deverá defender uma tese, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes estruturados de forma coerente e coesa, de modo a formar uma unidade textual. O texto deverá ser redigido de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa e, finalmente, apresentar uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos.
TESE – É a ideia defendida no  texto. Ela deve estar relacionada ao tema e deve estar apoiada  em argumentos ao longo da redação.
ARGUMENTO – É a justificativa utilizada pele autor  para  convencer o leitor a concordar com a tese defendida. Cada argumento deve responder à pergunta “por quê?” em relação à tese defendida.
ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS – São recursos  utilizados para desenvolver os argumentos, de modo  a convencer o leitor. Exemplos de argumentos que   fundamentam a tese:
- dados estatísticos;
- pesquisas;
- fatos comprováveis;
- citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
- alusões históricas; e
- comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos.
A organização do texto dissertativo-argumentativo deve  atender às seguintes exigências:
- apresentação clara da tese e seleção dos argumentos que a sustentam;
- encadeamento lógico das ideias, de modo que cada parágrafo apresente informações novas, coerentes com o que foi apresentado anteriormente, sem repetições ou saltos temáticos;
- congruência entre as informações do texto e do mundo real; e
- precisão vocabular.
São estratégias de coesão para se referir a elementos que já apareceram anteriormente no texto:
a) substituição de termos ou expressões por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, advérbios que indicam localização, artigos;
b) substituição de termos ou expressões por sinônimos, antônimos, hipônimos (é um vocábulo mais específico - observar, examinar, olhar, enxergar são hipônimos de ver), hiperônimos (é uma palavra que pertence ao mesmo campo semântico de outra,  mas com o sentido mais abrangente - palavra flor está associada a todos os tipos de flores: rosa,dália, violeta, etc ), expressões resumitivas ou expressões metafóricas;
c) substituição de substantivos, verbos, períodos ou fragmentos do texto por conectivos ou expressões que resumam e retomem o que já foi dito; e
d) elipse ou omissão de elementos que já tenham sido citados anteriormente ou sejam facilmente identificáveis.
Requisitos básicos do texto dissertativo-argumentativo
Ausência de marcas de oralidade e de registro informal.
Precisão vocabular. 
Obediência às regras gramaticais de:
-concordância nominal e verbal;
-regência nominal e verbal;
-pontuação; flexão de nomes e verbos;
-colocação de pronomes átonos;
-grafia das palavras;
-acentuação gráfica;
-emprego de letras maiúsculas e minúsculas; e
-divisão silábica na mudança de linha  (translineação).
 
Referência:
 
 

15 de maio de 2013

ENEM para fins de CERTIFICAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO.

É importante saber!

Conforme EDITAL Nº 01, DE 08 DE MAIO DE 2013 ( p.19) :

16. DA CERTIFICAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO

16.1 Os resultados do Enem podem ser utilizados para fins de CERTIFICAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO pelas Instituições Certificadoras listadas no Anexo I deste Edital, que firmaram Termo de Adesão com o Inep para esse fim. 

16.2 Compete às Instituições Certificadoras definirem os procedimentos para CERTIFICAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO com base nos resultados do Enem, de acordo com a Portaria/Inep nº 144, de 24 de maio de 2012. 

16.3 O PARTICIPANTE que pretenda obter a CERTIFICAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO deverá, no ato da inscrição, indicar a Instituição Certificadora respectiva, conforme previsto no item 5.1.3 deste Edital. 

16.4 A escolha da Instituição Certificadora não está condicionada ao local de residência do PARTICIPANTE, podendo este escolher uma das opções da relação de Instituições Certificadoras apresentadas no sistema de inscrição. 

16.5 A marcação da opção de certificação no sistema de inscrição pelo PARTICIPANTE implica concessão de autorização ao Inep para o envio de dados e notas obtidas para a Instituição Certificadora indicada pelo PARTICIPANTE. 

16.6 O Inep encaminhará os dados e os resultados dos PARTICIPANTES do Enem 2013 às Instituições Certificadoras listadas no Anexo I deste Edital, para fins de certificação, de acordo com critérios, diretrizes e procedimentos definidos em regulamentação específica de cada Instituição. 

16.7 Não compete ao Inep proceder à emissão do certificado de conclusão do Ensino Médio, bem como da declaração de eliminação por área do conhecimento. Para eventuais esclarecimentos, o PARTICIPANTE deverá contatar a Instituição Certificadora indicada.
Disponível em: http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricaoEnem/ Acesso 15 maio 2013

ENEM_2013

Fique atento! 

Conforme EDITAL Nº 01, DE 08 DE MAIO DE 2013 ( p.18) :

14.9 Em todas as situações expressas a seguir, será atribuída nota 0 (zero) à redação:

14.9.1 que não atenda à proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a estrutura dissertativo-argumentativa, o que configurará “Fuga ao tema/não atendimento à estrutura dissertativo-argumentativa”;
 
14.9.2 que não apresente texto escrito na Folha de Redação, que será considerada “Em Branco”; 

14.9.3 que apresente até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará “Texto insuficiente”; 

14.9.3.1 as linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; 

14.9.4 que apresente impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos, que será considerada “Anulada”; e
 
14.9.5 que apresente parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto, que será considerada “Anulada”.
 
Disponível em: http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricaoEnem/ Acesso 15 maio 2013

2 de março de 2013

Dia internacional da mulher

Texto  1:  Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.
Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.
O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.
Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.
"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países",  explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinhas.
No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.


Texto  2:    Rendimento das mulheres cresce 13,5%
Por Luciana Nunes Leal e Wilson Tosta
Rio - O rendimento médio do trabalho das mulheres brasileiras cresceu 13,5% reais em 2010 na comparação com 2000 - muito além dos 4,1% dos homens e dos 5,5% de ambos os sexos somados, constatou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo 2010.
O órgão verificou que, com as mudanças, a renda mensal média feminina, que equivalia a 67,7% do que ganhavam os homens no início da série, passou a 73,8% no seu fim. A pesquisa mostra que os maiores avanços da renda média mensal das trabalhadoras aconteceram no Nordeste, onde o aumento foi de 30,3% reais, de R$ 645 para R$ 841, contra 10,3% dos homens, de R$ 1.097 para R$ 1.210.
Também houve aumentos expressivos dos ganhos mensais femininos no período no Centro-Oeste (22,8%) e Norte (21,7%). No Sul, o aumento da renda média do trabalho das mulheres foi de 15,2%. Os valores foram corrigidos pelo INPC, com base em setembro de 2010, por isso são comparáveis.
Os avanços nos rendimentos de mulheres ocorreram em um quadro de melhoria geral da renda domiciliar combinada com uma concentração de renda ainda acentuada. De 2000 para 2010,o "rendimento mensal dos domicílios particulares permanentes" (denominação oficial do indicador) cresceu 15,5% além da inflação. "Em todas as Grandes Regiões houve ganho real no rendimento domiciliar, de 2000 para 2010, sendo que o menor foi o da Região Sudeste (11%) e, nas demais, o incremento variou de 21,5% a 25,5%", diz o relatório da pesquisa.
Segundo o texto, em 2010 a renda domiciliar média teve crescimento real em todos os Estados, tendo variado de 8,7% a 40,1%. Maranhão, Tocantins e Piauí foram os Estados em que o rendimento médio mais cresceu, acima de 35%.
Na análise do rendimento domiciliar per capita também fica evidente a pobreza que permanece no Nordeste, apesar dos avanços de renda na região. Lá, em 2010, quase um entre cada quatro pessoas (19,8%) ganhava até 1/4 do salário mínimo; 23,6%, de 1/4 a 1/2; e 28,1, mais de 1/2 a 1. Somados, equivaliam a 71,5% dos rendimentos domiciliares per capita. Na outra ponta, era a região do País com menos gente ganhando mais de cinco salários mínimos, apenas 3,2%.
Estadão Conteúdo. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/rendimento-das-mulheres-cresce-13-5
Acesso em 26 fev 2013


Texto  3: Desigualdade salarial entre homens e mulheres se manteve em 2011

Estudo do IBGE mostra que trabalhadoras continuam recebendo, pelo terceiro ano consecutivo, apenas 72,3% do salário dos homens.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres manteve-se no mesmo patamar em 2011, segundo o estudo Mulher no mercado de trabalho: perguntas e respostas divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Segundo a pesquisa, as mulheres receberam, em média, 72,3% do salário dos homens em 2011, proporção que se repete nos levantamentos de 2010 e 2009. O rendimento médio do trabalho das mulheres em 2011 foi 1.343,81 reais enquanto o dos homens foi de 1.857,63 reais.
O estudo mostrou ainda que a jornada de trabalho das mulheres continua inferior à dos homens. Em 2011, as mulheres trabalharam, em média, 39,2 horas semanais, que representa 90% das 43,4 horas dos homens. Entretanto, segundo o IBGE, 4,8% das mulheres ocupadas em 2011 gostariam de aumentar a carga horária semanal.
Ainda de acordo com a pesquisa, as atividades que mais absorveram mão de obra feminina em 2011, em relação ao patamar de 2003, foram o comércio, em que a participação das mulheres cresceu de 38,2% para 42,6%, e os serviços prestados às empresas, com aumento de 37,3% para 42,0%. Nos serviços domésticos, ainda predomina a mão de obra feminina (94,8%), com porcentual idêntico ao registrado em 2003.
O levantamento constatou também que as mulheres aumentaram sua participação na ocupação formal. Em 2003, a proporção de homens com carteira assinada entre o total de contratados pelo setor privado era de 62,3%, enquanto a das mulheres era de 37,7%, uma diferença de 24 pontos porcentuais. No ano passado, essas proporções foram de 59,6% de homens e de 40,4% de mulheres, reduzindo a diferença para 19 pontos porcentuais. Porém, o maior crescimento da participação feminina foi observado no emprego sem carteira no setor privado, cuja fatia saiu de 36,5% em 2003 para 40,5% em 2011.
Em 2011, as mulheres somaram 53,7% da população brasileira com 10 anos ou mais (idade ativa). Na população ocupada, elas ainda ficaram em menor número do que os homens (45,4%), mas em relação a 2003 houve crescimento de 2,4 pontos porcentuais na população ocupada feminina.
Entre as mulheres negras e pardas, a taxa de desocupação caiu de 18,2% em 2003 para 9,1% em 2011. Entre as brancas, o indicador teve redução de 13,1% em 2003 para 6,1% no ano passado.
(Agência Estado)



Texto  4: Mulher
                       Erasmo Carlos
Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque o filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés

 


14 de fevereiro de 2013

Reencontro

Mais um ano se inicia. Cada dia é um novo episódio na história que escreveremos juntos em 2013.
Qual é o papel que você deseja assumir?
Lembre-se:

"Nada   do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas."
                                                                    Cora Coralina
e

" A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno..."                                                         Augusto Cury



29 de agosto de 2012

Concordância do verbo com o sujeito

Sujeito simples
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em número e pessoa:

O aluno chegou atrasado.

2) Nos casos referentes a sujeito representado por substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do singular:

A multidão, apavorada, saiu aos gritos.

Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o plural:

Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.

3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo que a segue:

A maioria dos alunos resolveu ficar.
A maioria dos alunos  resolveram ficar.

4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:

Cerca de vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular:

Mais de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.

Observação:
* No caso da referida expressão aparecer repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural:

Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de doação de alimentos.    (expressão repetida)
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades de formatura.  (ideia de reciprocidade)

6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos que”, o verbo permanecerá no plural:

Esse jogador foi um dos que atuaram na Copa América.

7) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:

Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. (3ª pessoa do singular)
Fomos nós quem contamos  toda a verdade para ela. (3ª pessoa do plural)

8) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa palavra:

Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões.
Em casa sou eu que decido tudo.

9) No caso de o sujeito aparecer representado por expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:

50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria.      ou
50% do eleitorado apoiou a decisão.

Observações:
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de porcentagem, esse deverá concordar com o numeral:

Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
 Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:

1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.

-Em casos em que o numeral estiver acompanhado de determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:

Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.

10) Casos relativos a sujeito representado por substantivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos que os determinam:
*  Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo também esteja no singular:

Memórias póstumas de Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.

* Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também permanece no plural:

Os Estados Unidos são uma potência mundial.
* Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem aparece, o verbo permanece no singular:

Estados Unidos é uma potência mundial.

Sujeito composto

1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as demais:

Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.

- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa:

Tu e ele sois primos.
Tu e ele são primos.

2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto ao verbo, este permanecerá no plural:

O pai e seus dois filhos compareceram ao evento.

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer no plural:

Compareceram ao evento o pai e seus dois filhos.
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.

4) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá permanecer no singular ou ir para o plural:
Ex.
Minha vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
 ou
Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de meu esforço.



Fique atento!
►Sujeitos ligados por "Com"
 a) Com (= e), atribuindo-se a ação verbal a todos os seus elementos  - verbo plural. Exemplo:
O diretor com os coordenadores do curso elaboraram as ementas.
 b) Com (= em companhia de), realçando-se, mediante o verbo, a ação do antecedente - verbo concorda com o antecedente;
O segmento introduzido por "com" fica, em geral, entre vírgulas.
O diretor, com todos os professores,  resolveu alterar as ementas.

► "Um e Outro"  - verbo no singular ou plural;  se houver reciprocidade, o verbo vai no plural.
Exemplos:
Um e outro já veio / vieram.
Um e outro deram-se as mãos. (reciprocidade)

► "Um ou outro"   - verbo no singular.  Exemplo:
Um ou outro assumirá o cargo de gerente.

► "Nem um, nem outro"  - verbo no singular. Exemplo:
Nem um, nem outro respondeu à questão.

► "Alguns", "quantos", "muitos", "quais" + "de nós", "de vós" : verbo concorda com "nós" e "vós" ou vai para a 3ª p. p.   Exemplos:
Alguns de nós  lemos   o livro.
verbo concordando com o pronome "nós"
                       OU
Alguns de nós  leram o livro.
verbo vai para a 3ª pessoa do plural.

►Verbo haver (= existir) = verbo no singular. Exemplo:
Havia muitas cadeiras vazias na sala.

 ►Verbos que fazem referência a tempo (haver, fazer, ir, estar, ser)  -  verbo no singular.
Há cinco meses que não aparece
Faz cinco meses que não aparece
É tarde.
Faz muito calor.
Fará invernos rigorosos.
Observação:
Nas locuções verbais, os verbos impessoais acima referidos transmitem sua impessoalidade ao verbo anterior, chamado de auxiliar. Exemplos:
Vai fazer cinco anos que...
Pode haver outras alternativas.

►Verbos "dar", "soar" e "bater" + horas - verbo concorda com as horas (=sujeito).
Deu     uma hora.
Bateram  duas horas.
Observação:  Numa locução verbal, o verbo auxiliar concorda com as horas. Exemplo:
Iam dar   duas horas.

►Verbos "existir", "acontecer", "faltar", "sobrar", etc. (empregados normalmente com sujeito posposto) - verbo concorda com o sujeito posposto.
Exemplo:
            Existem       razões suficientes.
            Faltam           razões .
            Sobram               razões.

Observação: Numa locução verbal, com verbos dessa natureza, o verbo auxiliar concorda com o sujeito posposto. Exemplos:
Devem existir razões.
Podem faltar razões.
Devem sobrar razões.